Um monte de coisas cujo significado você vai negar,
me fazendo escrever textos cujo significado não quero ouvir.
Enlouquecendo, tentando decifrar o que não existe.
Caindo em meus próprios embustes, nessas arapucas inconsequentes.
Tropeçando nas minhas próprias profecias.
Não, não me leve a mal. Apenas não me leve a lugar nenhum.
É só um desespero um tanto familiar fazendo uma breve visita, criando tornados no meu cerebelo.
Não, não escute essas bobagens. Esses anéis de saturno.
Nem curto tanto esta fundição, nem curto derreter o ouro e transformá-lo em outro, apenas...
As imagens são um pouco torturantes, você sabe? Elas são o pior.
São fruto da imaginação - A mais hábil estranguladora que já se viu nestas terras.
Ela coloca os dedos por dentre meus cabelos, começando esse carinho viciante, que está cortando minha nuca aos poucos, serrando a espinha dorsal da minha tranquilidade,
Para enfim adentrar na minha medula,
No método antiterapêutico mais invasivo que já foi visto.
E quebrar-me aos poucos.
Quebrar meus ossinhos,
Fazer com eles uma sopa de letrinhas,
Que escrevem teu nome,
já não tão acalentador como antes.
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