segunda-feira, 26 de maio de 2025

Overlay

You have thick hair
And a wicked mind
I couldn't grasp who you was back then
When you seemed so kind.

Your overlays scary me then
Time over time
I couldn't face you, couldn't fake you, are you
one of a kind?

You looked like an angel when you smile
I now find pleasure in getting lost in your lies
Couldn't understand when you looked at me
Humor in your eyes

Thought you could pass as just insecure
Thought you were true, thought you were pure
Now that i know i mistaken you at all
I adore you.

Now i see a glimpse of your true self
Playing your games, doing your ways
Now that i see you have all the control
I can't let you go

Think about you when i try to sleep
When i seek some rest
Retracing every mistake i did
As if i could change it

I try to solve you like a puzzle
As if i could use you
I wish i could take hold of you but i like it
I love the unusual

You became a ghost in my mind
A welcomed nightmare
I can't look at any other glance right now
Without seing you stare

On the other side you remained unbothered
Cold and adored
I wish i could mess up with your mind
As you did with mine
But i just want you more.

segunda-feira, 19 de maio de 2025

Ode à rainha

Lendo sem muitas surpresas aquele livro antigo, eu percebo que me tornei uma versão aprimorada do que eu idealizei. Decadente e virtuosa, em medidas perfeitamente proporcionais o suficiente para garantir a admiração e a ironia da situação. Sim, é verdade. Eu estou agora vivendo meu auge. Eu consigo sentir em meu rosto, agora tão mais macio, a gentileza do elogio. A admiração que desperto, os sorrisos de imerecido afeto. O reconhecimento desperto. Eu consigo sentir tudo isso de perto. Me sentir bonita é inevitável quando os olhos abrem-se assim e as palavras jorram como rios sem um escoamento. De outro lado, o riso interno. A verdade conhecida por poucos. Que sou uma low-key alcóolotra, sleep-deprived workaholic, uma junkie. Que gosto de coisas estranhas, tenho um humor estranho, adoro pessoas estranhas. E tudo isso distancia os dois mundos, tornando ambos banais. Meramente instrumentais. Me distancio e saio. Muto e mudo, vou de um a outro, a meu bel prazer. E nos dois chego portando segredos, desfrutando dos meus disfarces. A rainha dos meus mundos. É nesse ponto que estamos, eu não sinto nada, que não esteja em meu poder.

domingo, 18 de maio de 2025

What do they know, anyway, you read it in a book. (Fox in the snow)

Música, solidão, álcool. Um gole de sentimento genuíno, dança, sorrisos estranhos, sombrios, solitários. Eu me sinto eu mesma assim, eu volto pra casa dentro de mim. Eu fecho os olhos, sorrio, lembro de sensações, choro. Sinto. Lembro de como é sentir pela primeira vez. Entre melancolia e alívio, sei que nunca mais terei aquelas novas antigas sensações. Tenho outras, porém. Confiança, solidez. Uma genuína e gentil apreciação pela síntese de tudo o que me aconteceu. Extrair o belo da dor, extrair a ternura da dor. Extrair da dor - que tanto me corroeu e agora é uma lembrança. Extrair da inocência e da ingenuidade a delícia das primeiras e segundas sensações. Ser transportada para lá e por um momento me sentir livre e louca e eu. Sem observadores. Sem uma câmera, uma companhia, uma validação. Apenas eu e essa sensação que me escorre pelos cabelos, pelos pelos, pelos sentidos. Essa sensação de eu, e que eu gosto. Eu gosto. Eu acho que posso estar começando a me amar.