Eu jamais serei amável, jamais serei verdadeira.
Eu jamais serei confiável e boa, jamais serei entregue.
Porque é dentro de mim que está tudo que eu preciso,
No entanto, nada disso nunca esteve, ou está agora, comigo.
Todas as minhas lembranças vem de um lugar mais ou menos distante
Cansei dos falsos poetas, e dos verdadeiros também.
Que mal tem os malandros, os malditos?
Cansei dos idealistas, cansei dos ativistas
Cansei da corja hipócrita e também da com boa intenções
Vocês vem procurar dentro de mim, subsídio para minhas palavras
uma proposta melhor..anterior? desculpe, nada disso possuo
o que tenho é um buraco negro, cético, conformado, real
que vai tragar todas suas boêmias ilusões,
patetas da nova geração.
Eu entrei em mim, e lá só encontrei coisas ruins.
eu procuro uma síntese final...para essa dialética inútil.
está tudo perdido, por que ninguém mais entende isso?
domingo, 8 de março de 2009
Sobre algum momento emo, começo de 2009.
Mas eu não sei de nada. E o pouco do que eu não sabia já se perdeu.
E nada existe, meu caro. Acostume-se a essa eterna terra de ninguém, acostume-se ao
infinito breu.
(Ela não podia engolir aquela pavorosa noite que era mais pesada que ela, que
era mais pesada que tudo.
Ela não podia engolir mais daquele líquido escuro, ela não podia se drogar com a
ilusão deprimente que o espelho lhe mostrava, por Deus, ela não podia mais sequer
se chamar de gente!!)
E nada existe, meu caro. Acostume-se a essa eterna terra de ninguém, acostume-se ao
infinito breu.
(Ela não podia engolir aquela pavorosa noite que era mais pesada que ela, que
era mais pesada que tudo.
Ela não podia engolir mais daquele líquido escuro, ela não podia se drogar com a
ilusão deprimente que o espelho lhe mostrava, por Deus, ela não podia mais sequer
se chamar de gente!!)
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