domingo, 18 de maio de 2025
What do they know, anyway, you read it in a book. (Fox in the snow)
Música, solidão, álcool. Um gole de sentimento genuíno, dança, sorrisos estranhos, sombrios, solitários. Eu me sinto eu mesma assim, eu volto pra casa dentro de mim. Eu fecho os olhos, sorrio, lembro de sensações, choro. Sinto. Lembro de como é sentir pela primeira vez. Entre melancolia e alívio, sei que nunca mais terei aquelas novas antigas sensações.
Tenho outras, porém. Confiança, solidez. Uma genuína e gentil apreciação pela síntese de tudo o que me aconteceu.
Extrair o belo da dor, extrair a ternura da dor. Extrair da dor - que tanto me corroeu e agora é uma lembrança.
Extrair da inocência e da ingenuidade a delícia das primeiras e segundas sensações.
Ser transportada para lá e por um momento me sentir livre e louca e eu. Sem observadores. Sem uma câmera, uma companhia, uma validação. Apenas eu e essa sensação que me escorre pelos cabelos, pelos pelos, pelos sentidos. Essa sensação de eu, e que eu gosto. Eu gosto. Eu acho que posso estar começando a me amar.
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