Não me leve a mal, não me leve a bem.
Eu queria conversar com você em pura substância. Veja bem, eu tenho andado confundido direto as pessoas com você.
Só nos últimos dias tempos vidas é que venho percebendo "Está errado, você é eu mesma, que clichê.".
Eu queria uma conversa clara sobre todas as coisas obscuras a nós
Acho que eventualmente, as pessoas de olhos abertos chegam a um ponto, sabe
Em que seus olhos ficam diferentes porque começam a perceber não que a vida é diferente, mas sim que ela "é".
Começam a percebem que a vida é bem ferrada e bem maior, e bem detalhes e bem lugares e que as pessoas são bem detalhes e bem lugares.
E os relacionamentos são bem mais uma pessoa se relacionando consigo mesma através de outra do que uma coisa recíproca.
E olha, meu amigo, que loucura: A galera toda chorando toda gritando por atenção e amor com o corpo com as armas com maldade com o sexo. E ao mesmo tempo a galera toda chutando e rasgando e cuspindo e pisando no coração e rosto e lágrima e fragilidade do próximo.
E daí fulano olha para mim, assim, para mim, essa que já perdeu toda a energia e já morreu várias vezes, e que quase toda semana morre e que escreve quase sem força nos dedos esse texto inútil - fulano (ele, ela, você, qualquer um) olha pra mim e diz:
-Eita menina. Tu que tem casa comida estudo familia amigos amor cérebro os cambal tá aí reclamando de quê?
De quê...(insere aqui ou risos ou um palavrão ou um grito de agonia, mas pensando bem somente aquele silêncio de antecipação.)
-Ah, esquece.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Sobre estrelas. (Ou "Estas alegrias violentas têm fins violentos.")
'O verdadeiro romance
Nasce do acaso
Se modela por impulsos
Se define nos excessos
Se macula pelo tempo
E se finda
Numa grande explosão
Tal como a paixão
Que o um dia o gerou.'
(Bom, hoje eu quero dar um alô todo especial a você, única leitora do blog:
OI, RUANNA! :D )
Nasce do acaso
Se modela por impulsos
Se define nos excessos
Se macula pelo tempo
E se finda
Numa grande explosão
Tal como a paixão
Que o um dia o gerou.'
(Bom, hoje eu quero dar um alô todo especial a você, única leitora do blog:
OI, RUANNA! :D )
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Tatuagem
Quem que vai dizer
Que não é imortal,
Posto que eu vi nascer
Mesmo sem ser real.
E se até eu, descrente que sou
Joguei os dados e apostei
Quem é que vai ousar dizer
Que o nosso amor não é a lei?
Que não é imortal,
Posto que eu vi nascer
Mesmo sem ser real.
E se até eu, descrente que sou
Joguei os dados e apostei
Quem é que vai ousar dizer
Que o nosso amor não é a lei?
Vamos fazer assim, que tal. (Ou À toa)
Eu vou parar de fingir que estou bem.
E você vai parar de fingir que ainda não está.
Eu vou parar de tentar enxergar coisas além
Do educado esmero que você me dá.
Nós vamos parar de chamar
Mera fricção de corpos de emoção
E eu vou parar de falar
Tudo o que sinto, e simplesmente pôr em canção.
Você vai parar de omitir seus outros amores
E me dar respostas pela metade
Eu vou parar de me permitir horrores
Só para fazer a sua vontade
Eu vou parar de ignorar
As maravilhas que tinha antes de você vir
E você vai parar de fraquejar
Me chamando sempre que eu decidir partir.
E você vai parar de fingir que ainda não está.
Eu vou parar de tentar enxergar coisas além
Do educado esmero que você me dá.
Nós vamos parar de chamar
Mera fricção de corpos de emoção
E eu vou parar de falar
Tudo o que sinto, e simplesmente pôr em canção.
Você vai parar de omitir seus outros amores
E me dar respostas pela metade
Eu vou parar de me permitir horrores
Só para fazer a sua vontade
Eu vou parar de ignorar
As maravilhas que tinha antes de você vir
E você vai parar de fraquejar
Me chamando sempre que eu decidir partir.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Ela
"E ela, que não podia caber em si mesma, quanto mais nos outros?
Uns dizem que ela enlouqueceu, outros que ela caiu em ruína pelo tudo que fez, mas se você quer saber minha opinião, eu acho que ela estava cansada. É isso mesmo, eu acho que ela estava somente cansada."
Uns dizem que ela enlouqueceu, outros que ela caiu em ruína pelo tudo que fez, mas se você quer saber minha opinião, eu acho que ela estava cansada. É isso mesmo, eu acho que ela estava somente cansada."
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Sobre a boêmía
E agora...
Cadê a sua música erudita e sua prosa tão bonita?
Um livre boêmio de coração ferido.
Madrugadas enrolados em lençóis
O amanhecer sendo nosso único inimigo.
Você passaria a noite acordado falando daquele ou do outro quadro.
E quando ficasse claro me tiraria do quarto, e só de lençol, correríamos.
E todos os que o amassem seriam seus escravos,
E os que o criticassem seriam só bastardos.
E eu seria sua deusa por todo o noite e dia.
Mas quando eu reclamasse de algo, de lado me poria.
Falava que sexo era o suprasumo do amor em poesia pura
Ressucitava autores ausentes, se derramava em verborragia.
Atinava ordens a seus admiradores,
Eterna criança megalomaníaca
E em momentos em que só te restasse o pranto
Era a meu ombro que recorria
Mas e agora, meu caro personagem ensaiado?
Onde está sua música erudita?
Sua imagem tão aclamada
Foi forjada e foi vendida
Não enxergo mais a beleza selvagem
Do menino que pintaria o céu em poesia
Vendeu-se ao mundo, ficando imundo.
Fracionadamente, secou seu mel
Na vaidade que o consumia.
Cadê a sua música erudita e sua prosa tão bonita?
Um livre boêmio de coração ferido.
Madrugadas enrolados em lençóis
O amanhecer sendo nosso único inimigo.
Você passaria a noite acordado falando daquele ou do outro quadro.
E quando ficasse claro me tiraria do quarto, e só de lençol, correríamos.
E todos os que o amassem seriam seus escravos,
E os que o criticassem seriam só bastardos.
E eu seria sua deusa por todo o noite e dia.
Mas quando eu reclamasse de algo, de lado me poria.
Falava que sexo era o suprasumo do amor em poesia pura
Ressucitava autores ausentes, se derramava em verborragia.
Atinava ordens a seus admiradores,
Eterna criança megalomaníaca
E em momentos em que só te restasse o pranto
Era a meu ombro que recorria
Mas e agora, meu caro personagem ensaiado?
Onde está sua música erudita?
Sua imagem tão aclamada
Foi forjada e foi vendida
Não enxergo mais a beleza selvagem
Do menino que pintaria o céu em poesia
Vendeu-se ao mundo, ficando imundo.
Fracionadamente, secou seu mel
Na vaidade que o consumia.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Amores imperfeitos e etc.
Dói quase sem doer, dói como dor de fome:
doendo pelo que não está lá.
Quem dera tivéssemos tido uma grande briga,
quem dera fosse nossa intriga
Que estivesse a me machucar.
Dói em conformação. Dói só pelo lembrar
Posto que veio livre e partiu em canção
De duas mãos juntas, de um só suspirar.
Veio e foi, meu amor. Nosso amor se dispersou.
Para onde ele foi, eu não sei.
Talvez o reencontremos outra vez
Posto que tudo se transforma,
talvez ele tenha ido encantar alguém
Mas em nós ele morreu; Boa sorte, adeus, amém.
doendo pelo que não está lá.
Quem dera tivéssemos tido uma grande briga,
quem dera fosse nossa intriga
Que estivesse a me machucar.
Dói em conformação. Dói só pelo lembrar
Posto que veio livre e partiu em canção
De duas mãos juntas, de um só suspirar.
Veio e foi, meu amor. Nosso amor se dispersou.
Para onde ele foi, eu não sei.
Talvez o reencontremos outra vez
Posto que tudo se transforma,
talvez ele tenha ido encantar alguém
Mas em nós ele morreu; Boa sorte, adeus, amém.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Para um sonhado
Algo mais forte que a vontade
E menos tátil que o sangue
Sussurra em meu ouvido sobre vidas entrelaçadas
Se o que procuro é infinito,
E o que tu procuras é inalcançável
Dividimos o mesmo corte profundo
De desejar alçar vôo impensável
E se é num submundo deserto
Que esperam nossos corações
Por tesouros impossíveis
Só encontrados em canções
Uma união tão substancial
Entre o sangue e a vontade
É o que une o laço invisível
E mesmo presente provoca saudade.
E menos tátil que o sangue
Sussurra em meu ouvido sobre vidas entrelaçadas
Se o que procuro é infinito,
E o que tu procuras é inalcançável
Dividimos o mesmo corte profundo
De desejar alçar vôo impensável
E se é num submundo deserto
Que esperam nossos corações
Por tesouros impossíveis
Só encontrados em canções
Uma união tão substancial
Entre o sangue e a vontade
É o que une o laço invisível
E mesmo presente provoca saudade.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Projeto
1
Todas essas pessoas buscando essas coisas invisíveis
Todas essas mãos e olhos, aos poucos ficando insensíveis
Todas essas decisões guiadas por medos invencíveis
Ou é um erro ou é um acerto, não é uma equação de dois termos
Não adianta nem procurar, se você não sabe o que quer achar
Abrace sua causa, mesmo que seja fraca.
Ignore o repúdio e internalize o que amar.
Tão mais fácil se o perigo por si só se anunciasse,
Mas são os disfarces dele que vão te convencer
Você mesmo pode construir o abrigo na estrada
Você mesmo pode prevenir seu coração das navalhas
Você mesmo pode ensinar a lição que precisa aprender
Mas apesar de tudo, que já fraco, sai da minha boca
E eu, que precisei chegar lá para saber?
Todas essas pessoas buscando essas coisas invisíveis
Todas essas mãos e olhos, aos poucos ficando insensíveis
Todas essas decisões guiadas por medos invencíveis
Ou é um erro ou é um acerto, não é uma equação de dois termos
Não adianta nem procurar, se você não sabe o que quer achar
Abrace sua causa, mesmo que seja fraca.
Ignore o repúdio e internalize o que amar.
Tão mais fácil se o perigo por si só se anunciasse,
Mas são os disfarces dele que vão te convencer
Você mesmo pode construir o abrigo na estrada
Você mesmo pode prevenir seu coração das navalhas
Você mesmo pode ensinar a lição que precisa aprender
Mas apesar de tudo, que já fraco, sai da minha boca
E eu, que precisei chegar lá para saber?
segunda-feira, 15 de março de 2010
Sobre a rejeição - 2010
Eu quero me livrar de tudo que possa vir a me machucar
Que frase idiota, que atitude medrosa
Mas é verdade, quero me tornar indiferente a todos que a mim o são.
Quero fugir para um recipiente onde só predomine a afeição.
Minha frieza é tão transparente, e tão frágil a friezas alheias
A solidão me é tão inerente, que já tornou-se minha companheira.
Escrever está se tornando tão fácil porque só isso me protege do aço
Irrefutavelmente cruel, que é o desafeto alheio e o descaso.
Ainda me deixo ser ferida por pequenas palavras agressivas
Ainda me deixo fraquejar ante a indiferença de um olhar
Queria ser indiferente, ser alheia a toda essa gente
Não ter do que depender, fora a ternura do meu próprio saber.
Não sentir a rejeição; Se expandir do tamanho de uma nação.
Quero ser firme e forte. Quero sustentar esse porte
Em que tantos que me desferem golpes
Insistem em acreditar.
Que frase idiota, que atitude medrosa
Mas é verdade, quero me tornar indiferente a todos que a mim o são.
Quero fugir para um recipiente onde só predomine a afeição.
Minha frieza é tão transparente, e tão frágil a friezas alheias
A solidão me é tão inerente, que já tornou-se minha companheira.
Escrever está se tornando tão fácil porque só isso me protege do aço
Irrefutavelmente cruel, que é o desafeto alheio e o descaso.
Ainda me deixo ser ferida por pequenas palavras agressivas
Ainda me deixo fraquejar ante a indiferença de um olhar
Queria ser indiferente, ser alheia a toda essa gente
Não ter do que depender, fora a ternura do meu próprio saber.
Não sentir a rejeição; Se expandir do tamanho de uma nação.
Quero ser firme e forte. Quero sustentar esse porte
Em que tantos que me desferem golpes
Insistem em acreditar.
terça-feira, 9 de março de 2010
Quotes que construíram.
'-É claro que está acontecendo dentro de sua cabeça,
mas por que diabos isso deveria significar que não é real?' - HP.
'A única pessoa a quem você deve satisfações é você mesmo.
Uma vez que você perceber isso, estará livre.' - Othelo.
'Todas as coisas terríveis que fazemos parecem de algum
modo fazer sentido em nossa cabeça. Eu nunca conheci alguém
que se achasse mau.' - O talentoso Ripley.
'Feche um mundo. ABRA O PRÓXIMO!'
mas por que diabos isso deveria significar que não é real?' - HP.
'A única pessoa a quem você deve satisfações é você mesmo.
Uma vez que você perceber isso, estará livre.' - Othelo.
'Todas as coisas terríveis que fazemos parecem de algum
modo fazer sentido em nossa cabeça. Eu nunca conheci alguém
que se achasse mau.' - O talentoso Ripley.
'Feche um mundo. ABRA O PRÓXIMO!'
Sobre uma garota, começo de 2009
Esse é um texto sobre uma garota, outra garota...e estou começando a achá-las muito complicadas.
Medo, rejeição e carência...Nada fora do comum, mas está me irritando.
Justificativas para seus atos. Falhos, tactos. E isso tudo já está me cansando.
Mas eu queria, eu queria...como dizer? Que você fosse qualquer coisa de especial.
Mas você só fica me provando, tentando, a te aceitar como habitual.
Mas você não me faria, ou diria...qualquer coisa para me provar...
Me dê algo diferente! De toda essa nauseante gente,
Qualquer luz no teu olhar!
Medo, rejeição e carência...Nada fora do comum, mas está me irritando.
Justificativas para seus atos. Falhos, tactos. E isso tudo já está me cansando.
Mas eu queria, eu queria...como dizer? Que você fosse qualquer coisa de especial.
Mas você só fica me provando, tentando, a te aceitar como habitual.
Mas você não me faria, ou diria...qualquer coisa para me provar...
Me dê algo diferente! De toda essa nauseante gente,
Qualquer luz no teu olhar!
segunda-feira, 8 de março de 2010
Sobre o pseudo-hedonismo - 2010
Nada me encanta mais
Do que a incerteza que o acaso me traz
Nada poderia suprir
O prazer de não saber o que vir
Meu coração é selvagem e concorda com minha mente
Meu amor é pelo desastre, minha liberdade é diferente.
Nunca precisei de alguém
Mais do que precisei de chocolate
Nunca fiz de ninguém
Razão da minha tranquilidade
Possuo quem eu amo em segredo
Não preciso revelar os meus medos
Doso minha dose com base no que almejo
Canso quando recebem demais,
Quando começa o irritante apelo.
Ainda há de nascer
Aquele que me fará hesitar
Minha inescrupulosidade me dá
Um motivo para continuar
Talvez esse seja o significado
Do verdadeiro Hedonismo
Nada tenho que não queira, Nada do que quero eu preciso
Do que a incerteza que o acaso me traz
Nada poderia suprir
O prazer de não saber o que vir
Meu coração é selvagem e concorda com minha mente
Meu amor é pelo desastre, minha liberdade é diferente.
Nunca precisei de alguém
Mais do que precisei de chocolate
Nunca fiz de ninguém
Razão da minha tranquilidade
Possuo quem eu amo em segredo
Não preciso revelar os meus medos
Doso minha dose com base no que almejo
Canso quando recebem demais,
Quando começa o irritante apelo.
Ainda há de nascer
Aquele que me fará hesitar
Minha inescrupulosidade me dá
Um motivo para continuar
Talvez esse seja o significado
Do verdadeiro Hedonismo
Nada tenho que não queira, Nada do que quero eu preciso
Baladinha de fim de março - 2009
O celular sem bateria ao lado, e você aqui.
E desculpe se eu não sou tão poética ou filosófica,
mas hoje o céu está bem azul, e as nuvens bem claras,
e eu decidi que isso merecia um texto. Você, quero dizer.
Você faz bico e levanta a sobrancelha,
como uma criança presunçosa, exigindo atenção
e eu podia ignorar, e deixar isso passar,
mas eu também decidi que aqui,
onde podemos ver o céu através das nuvens,
é um bom lugar.
você trouxe uma música e falou de um poema
"o poeta fingidor", você citou, e eu vi seus olhos espelhados,
a procurar, em pesquisa muda, reações para suas atos
e aí eu pensei que sim, eu poderia até te ignorar,
mas sem chance de deixar isso passar.
e então eu me vi em frente ao espelho,
e a voz veio baixinha, recriminadora,
"quando você ficou tão vulnerável, sua perdedora?"
não admira que você se surpreendeu, ao saber que era o vermelho...
esquece, eu queria mesmo era uma liga de cabelo.
mas então eu percebi que mesmo que eu deixasse ou perdesse
a criança presunçosa já deixou em tudo sua marca
para que de jeito nenhum eu a esquecesse
no céu, nas árvores
na insônia, no olhar
na cadeira, sua imagem...
apaixonante ao apaixonar.
E desculpe se eu não sou tão poética ou filosófica,
mas hoje o céu está bem azul, e as nuvens bem claras,
e eu decidi que isso merecia um texto. Você, quero dizer.
Você faz bico e levanta a sobrancelha,
como uma criança presunçosa, exigindo atenção
e eu podia ignorar, e deixar isso passar,
mas eu também decidi que aqui,
onde podemos ver o céu através das nuvens,
é um bom lugar.
você trouxe uma música e falou de um poema
"o poeta fingidor", você citou, e eu vi seus olhos espelhados,
a procurar, em pesquisa muda, reações para suas atos
e aí eu pensei que sim, eu poderia até te ignorar,
mas sem chance de deixar isso passar.
e então eu me vi em frente ao espelho,
e a voz veio baixinha, recriminadora,
"quando você ficou tão vulnerável, sua perdedora?"
não admira que você se surpreendeu, ao saber que era o vermelho...
esquece, eu queria mesmo era uma liga de cabelo.
mas então eu percebi que mesmo que eu deixasse ou perdesse
a criança presunçosa já deixou em tudo sua marca
para que de jeito nenhum eu a esquecesse
no céu, nas árvores
na insônia, no olhar
na cadeira, sua imagem...
apaixonante ao apaixonar.
Sobre uma noite de chuva mucho louca. - 2010
Nós temos o hábito de associar o céu, a lua, as nuvens, o sol, e etc, a nossos inferninhos particulares. Esta noite foi só mais uma noite de associação enquanto a chuva socava o tecido da minha janela e minhas mãos se fechavam sobre a areia de seu vidro.
Os anos me fizeram fria. Os anos me fizeram quente. Todo dia eu me repito que ter bondade é ter coragem, mas todo dia eu firo loucamente. Todo dia meu silêncio é selvagem.
Eu queria um sorriso sem cinismo. Eu queria um abraço que não me escorresse ácido. Eu queria nuvens que não forçassem densidade. Eu queria um sol que não derretesse minha sensibilidade. Eu queria paz, amor e empatia. Eu queria uma colherada grátis de pura alegria. Mas mesmo que essas sejam as minhas palavras, meu corpo me trai em angústia, minha mente em selvageria, meu coração me afoga todo santo dia.
Os anos me fizeram fria. Os anos me fizeram quente. Todo dia eu me repito que ter bondade é ter coragem, mas todo dia eu firo loucamente. Todo dia meu silêncio é selvagem.
Eu queria um sorriso sem cinismo. Eu queria um abraço que não me escorresse ácido. Eu queria nuvens que não forçassem densidade. Eu queria um sol que não derretesse minha sensibilidade. Eu queria paz, amor e empatia. Eu queria uma colherada grátis de pura alegria. Mas mesmo que essas sejam as minhas palavras, meu corpo me trai em angústia, minha mente em selvageria, meu coração me afoga todo santo dia.
domingo, 8 de março de 2009
Sobre os poetas e o vazio - 2009
Eu jamais serei amável, jamais serei verdadeira.
Eu jamais serei confiável e boa, jamais serei entregue.
Porque é dentro de mim que está tudo que eu preciso,
No entanto, nada disso nunca esteve, ou está agora, comigo.
Todas as minhas lembranças vem de um lugar mais ou menos distante
Cansei dos falsos poetas, e dos verdadeiros também.
Que mal tem os malandros, os malditos?
Cansei dos idealistas, cansei dos ativistas
Cansei da corja hipócrita e também da com boa intenções
Vocês vem procurar dentro de mim, subsídio para minhas palavras
uma proposta melhor..anterior? desculpe, nada disso possuo
o que tenho é um buraco negro, cético, conformado, real
que vai tragar todas suas boêmias ilusões,
patetas da nova geração.
Eu entrei em mim, e lá só encontrei coisas ruins.
eu procuro uma síntese final...para essa dialética inútil.
está tudo perdido, por que ninguém mais entende isso?
Eu jamais serei confiável e boa, jamais serei entregue.
Porque é dentro de mim que está tudo que eu preciso,
No entanto, nada disso nunca esteve, ou está agora, comigo.
Todas as minhas lembranças vem de um lugar mais ou menos distante
Cansei dos falsos poetas, e dos verdadeiros também.
Que mal tem os malandros, os malditos?
Cansei dos idealistas, cansei dos ativistas
Cansei da corja hipócrita e também da com boa intenções
Vocês vem procurar dentro de mim, subsídio para minhas palavras
uma proposta melhor..anterior? desculpe, nada disso possuo
o que tenho é um buraco negro, cético, conformado, real
que vai tragar todas suas boêmias ilusões,
patetas da nova geração.
Eu entrei em mim, e lá só encontrei coisas ruins.
eu procuro uma síntese final...para essa dialética inútil.
está tudo perdido, por que ninguém mais entende isso?
Sobre algum momento emo, começo de 2009.
Mas eu não sei de nada. E o pouco do que eu não sabia já se perdeu.
E nada existe, meu caro. Acostume-se a essa eterna terra de ninguém, acostume-se ao
infinito breu.
(Ela não podia engolir aquela pavorosa noite que era mais pesada que ela, que
era mais pesada que tudo.
Ela não podia engolir mais daquele líquido escuro, ela não podia se drogar com a
ilusão deprimente que o espelho lhe mostrava, por Deus, ela não podia mais sequer
se chamar de gente!!)
E nada existe, meu caro. Acostume-se a essa eterna terra de ninguém, acostume-se ao
infinito breu.
(Ela não podia engolir aquela pavorosa noite que era mais pesada que ela, que
era mais pesada que tudo.
Ela não podia engolir mais daquele líquido escuro, ela não podia se drogar com a
ilusão deprimente que o espelho lhe mostrava, por Deus, ela não podia mais sequer
se chamar de gente!!)
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Sobre a menina. - 2008
Esse último embate foi mais do que esperado.
Estavam todos torcendo, falando bobagens
Deus, vocês não eram tão, mas tão ligados?
Risos, foi ela que entendeu errado .
Ah, esses lábios juvenis
Despejam lágrimas, forçam beijos
Mas não quando as luzes apagam
Ficamos sempre calados.
É como um choro raivoso
Que se abafa entre lençóis molhados
E que se confunde com uma ou outra
Cicatriz deixada de lado
Ninguém sabe o que causou isso, no final
"Que barbaridade fez a tal menina"
De qualquer jeito você não pode culpá-la
Ela estava só se sentindo sozinha
Ah, esses teus olhos juvenis
Tão incapazes de esconder a verdade!
Tempestades de ódio, chamas de paixão
E depois tudo é levado como num furacão.
Do que se pode culpar um jovem, afinal?
Estavam todos torcendo, falando bobagens
Deus, vocês não eram tão, mas tão ligados?
Risos, foi ela que entendeu errado .
Ah, esses lábios juvenis
Despejam lágrimas, forçam beijos
Mas não quando as luzes apagam
Ficamos sempre calados.
É como um choro raivoso
Que se abafa entre lençóis molhados
E que se confunde com uma ou outra
Cicatriz deixada de lado
Ninguém sabe o que causou isso, no final
"Que barbaridade fez a tal menina"
De qualquer jeito você não pode culpá-la
Ela estava só se sentindo sozinha
Ah, esses teus olhos juvenis
Tão incapazes de esconder a verdade!
Tempestades de ódio, chamas de paixão
E depois tudo é levado como num furacão.
Do que se pode culpar um jovem, afinal?
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