Garota, você teve coragem.
O que diz agora, no acerto de contas consigo mesma?
O quanto se amou? que compromissos honrou?
Não faça perguntas injustas.
Eu fiz o que pude. Minhas chances nunca foram justas.
Nasci no berço do amor e do abandono. Minhas lentes demasiadamente puras.
Demorei tempo e experiência para entender: as coisas belas, as coisas cruas.
Estou tentando me perdoar: pelo abandono que não pude retroceder. Estou tentando me amar. Estou tentando viver!
É tudo tão difícil: não é fácil, isso é mentira. É absurdamente difícil.
Sentir o outro, entender. E a si mesmo, perdoar. Amar, amar. Sentimento enorme, dolorido, sacrificado e ingrato.
E de gratidão não há o que falar, porque no fim do dia são comigo mesma as contas a acertar:
O quanto me amei? O quanto me respeitei?
O quanto consegui nas condições que me foram dadas. Que não foram tão boas. Nem foram tão árduas.
O que fiz com elas: essas são minhas marcas.
Violência, carinho. Eu sempre fui assim. Nunca estável, sempre um passarinho. Em busca de um coração, em busca de um ninho. Destruindo sem compaixão tudo o que me atravessava o caminho.
Agora estou tranquila: tento pensar antes, olho nos olhos a vida. Abraço minha fragilidade. A esgano, por vezes, com vontade - é verdade. Depois a retomo, sou liberdade.
Coisa incerta. Menos clara do que certa. Que tenta acertar, mas parece que só erra. Que ri de tanto erro, mas que se nega
A viver uma vida supérfula.
Agora estou tranquila: tento pensar antes, olho nos olhos a vida. Abraço minha fragilidade. A esgano, por vezes, com vontade - é verdade. Depois a retomo, sou liberdade.
Coisa incerta. Menos clara do que certa. Que tenta acertar, mas parece que só erra. Que ri de tanto erro, mas que se nega
A viver uma vida supérfula.
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