sexta-feira, 1 de junho de 2012

"As pessoas podem morrer intoxicadas por prazos de validade vencidos, sabia?"*


Dei três passos para frente, mas não existe mais estrada.
É impossível voltar para trás, mas não posso ficar parada.
Não quero ir para longe, estou mal acostumada.
Meu amor, porque você apareceu? Nosso encontro foi uma cilada...

Meus textos já não são bons, minha visão já está falha.
Te ligar não é de bom tom, mas sua voz me faz tanta falta...
Tentei me afastar de você, correr para longe da gente
Mas no primeiro passo tropecei. Existe entre nós uma corrente.

Não posso escrever mais cartas de amor,
Não estou nessa posição.
Mas cartas de amor são tudo que sai
Quando a caneta toca minha mão.
E até músicas aprendi a criar
Tu apaixonastes meu violão!
Que coisa cruel de se fazer...
Uma verdadeira perseguição.

A lição de imoral aqui é que a história não acaba no "Final"
o final é só uma ficção jurídica para a gente se sentir menos mal
Mas e quando isso não adianta, quando a realidade é inadmissível?
E a lógica e a razão argumentam, mas com o coração é indiscutível?

Não me recrimine, por favor, por escrever estas palavras
Eu sei, eu estou tentando. É uma questão de tempo regurgitá-las
E ir expulsando aos poucos, toda essa interminável tralha
Sentimental que o tempo deixou, em mim abandonada.

Me vejo espalhada nesse mar de conversas e fotos antigas
Me vejo repassando o tempo esquecido
Me vejo escrevendo os mesmos textos há anos
Me parece bem óbvio que sou um caso perdido.

--

*O título não é de minha autoria. Agradeço a um amigo querido por emprestá-lo.

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