Ela sentou no chão e chorou sob o leite derramado.
Estava de luto pelo crime que cometera contra a sementinha.
Mas o destino da sementinha há muito fora traçado
E selado o futuro trágico que o tempo a prometia.
A sementinha fora plantada embaixo de um teto de concreto
E dela várias lindas plantinhas floresciam.
Mas chegou um momento em que chocaram-se contra o teto,
E lugar para onde evoluirem já não mais existia.
À partir daí só podiam voltar para baixo;
E junto ao seu talo formaram um elinhado tão complicado!...
Que prejudicavam a si mesmas e às suas vizinhas...
Não tinha jeito, estava tudo condenado:
A semente querida tornara-se daninha.
Por isso a jardineira, consciente de seu erro de estratégia,
O tempo todo planejando uma evolução que jamais existiria
Arrancou a sementinha da terra com com mãos de ferro,
Olhos de lágrimas e muita melancolia.
É claro que nesse momento inicial ainda existia na terra
A triste sensação de existência da sementinha!
Igualmente, portanto, persistia na jardineira
A dor pela perda da querida sementinha daninha...
Mas o tempo passaria e a terra voltaria a ser fértil;
E a jardineira se voltaria às suas outras plantinhas...
Tudo passaria, até mesmo a memória
Do tenebroso assassinato da sementinha querida.
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