terça-feira, 27 de março de 2012

Ecos. (Me olha no espelho.)


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Procura-se em ecos.
Desbrava-se por neblinas.
Me olha no espelho.
Deságua-se em metáforas.
(O jeito são as metáforas...)
A imprecisão da matéria;
A maestria da inexistência.
Desbrava-me as retinas.
Procura-me as colinas –
De dentro, de fora. (Não são elas a mesma coisa?)
Muta-me as cores, mutando-se a íris.
Me olha no espelho.
Deságua-me em matérias!
E maestra-me em neblinas!
Colina-se em procura – Inclina, declina.
Derrete-se em palavras
Lambuza-se em navalhas!
Desrealize*-se/me. 
Abre as portas.
Abre as portas!
Muta-te as íris
E alcança o infinito...
Me olha no espelho.




"If the doors of perception were cleansed every thing would appear to man as it is, infinite"

"Se as portas da percepção fossem abertas, tudo apareceria para o homem como é, infinito"

-William Blake.


(Volto ao normal em breve, prometo.)

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