quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Ossos do precipício

Memórias
Desvanescem.
Escorrendo como areia,
em uma ampulheta cansada.
Exaustas,
Idosas.
Sem muita força para continuar.
Confundem-se prazos, cores, fatores...
E as benditas circunstâncias.
Torna-se tudo...
Irreal.

Vejo um texto antigo,
e é só aí que
Me lembro de ter esquecido,
Que esquisito.
Não é que tenha querido.
Foi só um lapso,
Relapso tempo,
Apto a devorar,
Sem o menor lamento.

Tragando pessoas
Me perdendo em enigmas
E chutando quebra-cabeças montados.
Desde sempre...
Ossos do precipício.

Um comentário:

  1. Lindo texto! Profundo e revelando a grande escritora que é você, Kristal!
    Parabéns!!

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