domingo, 24 de outubro de 2010

Interprete-me mal, se quiser.

Senti falta de mim mesma esses dias.
Tanto medo, tanta ausência, tanta "necessidade aborrecida", já diria o poeta.
E daí, o que fica? Um pássaro frágil, cujas asas não alçam vôo, cuja beleza tornou-se monótona.
Ah, não. Que piada. Isso tudo estava virando uma dramaturgia só!
Interpretando uma personagem diversa - Simples, tola, um bela de uma chacota.
Tantas vezes já me perdi de mim, volto vazia após um turbilhão de desentendidos.
Mas quando a gente se reencontra - Quanta recordação; Parece que foram-se anos perdidos.
Ah, sei lá. Acho que quando o clima está assim, fica mais fácil voltar ao lar.
Quando alguém se esconde de si - É fácil se confundir e aos outros se associar.
O problema de todo esse retorno é o quanto você percebe
Que o que achava que era tanto - não estava mesmo lá.
É tanto que já não atrai tanta atenção - Foi isso mesmo que me causou emoção?
Bom, confia na maré, guarda tudo no coração - e deixa o mar levar.

2 comentários:

  1. Adorei esse post ;D
    Obrigada pelo comentário!

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  2. Você escreveu esse tão bonitinho, eu adorei o poema!!

    Acho que sei o que vc quer dizer com ele

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