Fechar os olhos e deixar que esses sons entrem, dançando, como antigos conhecidos, em minha mente.
Balancem meu coração. Marejem meus olhos.
A inocência daqueles sonhos, daqueles anos. Daqueles fulgazes encontros. Dos destruidores desencontros.
A sensação de sentir. De ter vontade. De embriagar-se de sensações.
Eu toco com os dedos da minha mente em cada uma daquelas recordações, alforriadas de suas circunstâncias.
Os sentimentos meus, tão meus. Criados e cultivados por minha mente gentil, pura e cheia de possibilidades.
Eu não sei se ainda existe
A chance de um retorno a esse ponto.
Duvidar seria talvez
Mais ingenuidade ainda do que tê-lo vivido.
Querer.
Querer mais.
Ter e, ainda assim, querer.
Misturar-se nas cores e texturas do mundo feito pelo encontro.
Onde realidade e projeção misturam-se sem limites
E a ausência de limites é só um detalhe.
São essas as formas de descrever
Aqueles sentimentos aos quais eu só tenho acesso
Através de lembranças anônimas.
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