O que me faz feliz
Liberdade. Sentir controle sobre minha mente e reações. Me aventurar no desconhecido, mas com racionalidade e cautela. Me sentir vazia de expectativas, mas cheia de curiosidade. Me divertir. Achar tudo divertido por não levar nada muito a sério. Sentir o sabor do céu, do ar, do frio, da música, da minha própria companhia. Me orgulhar do rumo dos meus pensamentos e das minhas ações. Reagir na medida do que acho certo e cabível. Controlar minhas reações. Compartilhar bons momentos com quem amo, mas reservando a minha parte, só minha. Ter limites e fronteiras entre mim e o outro. Conseguir transitar bem entre trazer felicidade ao outro e respeitar a mim mesma, meu espaço e tempo, minha individualidade. Apreciar minha individualidade. Sorrir comigo mesma. Sentir prazer longe do olhar do outro. Ter ideias, boas ideias. Liberdade com ocasional companhia. A sensação de ser amada. A sensação de ser eu mesma. Sentir-me eu mesma: identificar em minhas falas e ações coerência com meus pensamentos. Falar em voz alta: sentir-me estranha, ácida, tranquila e cética. Identificar quem eu sou, verdadeiramente, livre de mudar a mim mesma para me adequar ao outro, e sê-lo. Apenas ser.
O que me faz triste
Sentir pressão. Me sentir injustiçada, incompreendida, manipulada. Me sentir tolhida, com medo, com necessidade de me justificar. Precisar atender carências alheias desproporcionais às situações. Precisar me frear de ações minhas por questões do outro. Sentir culpa, mesmo sem ter ferido o outro. Sentir culpa devido às feridas e dores que vem internamento do outro. Sentir a expectativa pela atenção ser frustrada. Me sentir rejeitada, descartável, invisível. Querer, querer e não tatear o que quero. Sentir o desprezo do outro e também a necessidade exacerbada do outro sobre mim. Sentir essas dores e querer compartilhar mas não ter quem me escute e em quem eu possa confiar. Tentar me adaptar para ser querida, vista, amada. Modular falas, ações, pensamentos. Ver a mim mesma primeiro através dos olhos do outro e em segundo plano dos meus. Priorizar a opinião externa sobre meu próprio ser. Me perder. Esquecer quem eu sou, do que gosto, como me movo pelo mundo. Depender da visão do outro para me sentir bem. Esperar aprovação. Não encontrar solidez e firmeza em mim mesma.
Nenhum comentário:
Postar um comentário