Houve um tempo em que textos mais simples, com imagens mais imagináveis traduziam bem sentimentos novinhos. Recém nascidos, os primeiros de seu nome.
Houve esse tempo em que as necessidades eram jovens, eram bem mais mente que matéria. Bem mais sonho que atrito no chão. Bem mais residentes da minha imaginação.
Estive lendo e lembrando, lendo e lembrando...
Lembro disso e pela primeira vez em muito tempo, não me ocorre uma nostalgia ferina, ferida, mordida e machucada pelo meu eu antigo.
Não me corrói uma amargura que não me pertence, que não é de minha idade. Ou uma repetição de imagens, de figuras ilustrativas, com aquela sensação cansada...
Me corre o tempo apenas, como vem correndo e não para, embora eu continue pedindo com jeitinho que o faça.
Já não escrevo como antigamente - É, isso eu sei. O inferno dentro de mim já não é tão puxado para a poesia.
Mas nada encontra-se morto, não, não é bem ao caso.
Ao contrário, depois do envelhecimento de tudo que é novo, vejo que talvez sempre vá haver um próximo novo. Sempre uma florzinha de espécie desconhecida brotando inesperada na floresta desmatada.
Mas o que é isso? Não é um bom texto como os antigamente,
É só um devaneio de nada...
Pois é, Kris, ficamos mais pacatas mesmo. Mas um pacato bom, talvez? Também tenho orgulho do que sou hoje.
ResponderExcluirVim retribuir a visita, obrigada pela sua, me deixou muito feliz. Eu abandonei meu blog antigo pelo excesso de comentários interesseiros (gente que não lia e só comentava pra receber outro comentário), então é ótimo ter só esse refúgio, pra mim mesma, como provavelmente é com você.
Uma amiga ontem me contava sobre a diferença entre um designer e um artista. Apesar de os dois fazerem arte, o designer deve, necessariamente, comunicar algo. Deve fazer-se entender. O artista, não, ele só quer fazer arte, faça ela sentido ou não. Acho que nossos blogs hoje são mais isso: uma poesia intimista, mais in do que out. Bem mais sincera também.
Fique bem, um beijo.