Venha cá, deixe que eu te conte.
Vai se assustar? Correr para seus lençóis?
Tudo é um quebra cabeça a ser montado.
Fantásticas possibilidades de se dispôr os dados.
Tudo é um objetivo maior, quadro amplo, meta geral.
Tudo é uma mera intempérie milidecimal.
Pessoas são pedacinhos de fatos, diluídos em genes e modelados por circunstâncias.
Pegue uma em sua mão.
Veja como são engraçadinhas.
Como formam padrões enquanto andam,
Como os seus passos traçam linhas.
Linhas que podem ser enroladas em dedos,
Amarradas e retorcidas,
Mastigadas e engolidas.
Deixo que seu contorno forme-se em minha frente,
Como quem vê o café diluir-se em água.
Tenho em uma mão teu pó e em outro tenho o tempo.
Todo o tempo do mundo para te ouvir falar.
Olhe para mim,
Ache-me bonita.
Como são expressivas minhas expressões,
Como são assertivas as minhas mãos.
Como são coloridas as estrelas que brilham.
Quero que tome toda essa droga
Que aprecie
Que a adore
Que se sufoque.
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