Tracei um círculo com grãos no chão.
Desenhei uma linha, levando seus pontilhados ao outro extremo do salão.
Sentada e cuidadosamente, como uma criança que colore; Tentando criar planícies que só eu podia ver. Fazendo os cálculos que só davam certo na matemática da minha mente.
Levantei-me e derramei mais areia, ao meu redor e em todo lugar. Jorrei para os cantos, desfazendo minhas simétricas criações. Redesenhei mil vezes cada escultura, escupida com paciência. E para a satisfação de cada uma que fiz, com uma porção infinitamente maior de prazer, sem remorso algum a destruí.
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