Levante-se com sangue dentro da boca e sorria aquele riso maníaco,
mostrando os dentes tingidos de vermelho líquido.
Pegue um novo tolo, uma nova aposta.
Acho que você sabe do ódio, acho que você conhece a maldade.
É uma música nos seus ouvidos quando acelera e segura o volante.
Você tem um novo plano? Tem uma nova brincadeira?
Escuta uns insultos e leva socos no estômago.
Em seguida rola no chão, sem controlar as risadas.
O que você pode tirar de quem nada tem?
Com que demônios você aterroriza o próprio demônio?
Mesmo quando ele te olha com doce empatia,
Sorri palavras amigáveis e desperta sua condescendência,
Com um carisma inabalável.
Te comovendo com seu passado tenebroso,
Te encarando com seriedade...
Como você sabe que por dentro ele não está sorrindo,
em uma risada eterna que é a vida.
Se você fechar os olhos agora pode ouvir o som estridente e agudo, sangrando seus ouvidos.
Sangrando seus tímpanos
Sangrando a garganta de quem ri.
E pensar que no primeiro momento pareceu um som angelical...
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirQuando leio um poema, (não todos, mas aqueles que sentimos a necessidade de relê-lo até que façam parte da nossa corrente sanguínea) sempre tento imaginar o que sentia o poeta ao escrevê-lo, porque gosto de recitar. Porque uma vez me disseram, e eu concordo, que um poema tem vida própria quando lido e sentido, mas adquire uma espécie de pulsação quando é recitado.O problema, é que eu posso, ao recitar, dar raiva a um verso onde o poeta sentiu nostalgia ou melancolia a uma frase em que o poeta experimentou um êxtase...
ResponderExcluirNão é sempre que se tem a oportunidade de dizer a um poeta, do nosso possível equívoco ao recitar o seu poema, porque quase sempre o poeta está alhures de quem leu e sentiu profundamente o seu poema.
Mas That Appealing Self, depois de assimilá-lo à minha hemoglobina, fez com que eu sentisse ao recitá-lo, primeiro uma alegria sinistra e depois um desespero furioso que por sua vez cedeu lugar novamente à alegria inicial, que escorregou de volta a sensação que a sucedeu.
Foi, nesse universo de emoções suaves e inofensivas, algo bem revigorante de se sentir.
Aqui está algo que eu me sentiria muito orgulhoso de ter escrito.
Luiz,
ExcluirSeria repetitivo agradecer pela delicadeza de sua visita e também pelas suas palavras. Mas o faço com prazer, pois é bom ser lida. E melhor ainda, devo dizer, ser entendida.
Você demonstra um olhar cauteloso e compenetrado sobre o ato de escrever e de ler em si, e acho seus comentários interessantes pois sempre me fazem refletir sobre ambos.
No mais, eu senti exatamente isso quando escrevi o texto e foi o que tentei transmitir, capturar. Uma energia de alegria louca, que inebria tal qual uma droga e ao mesmo tempo dá a sensação de poder característica das pessoas com aquela falha na alma chamada "indiferença". São apenas vários lados da mesma moeda.
Fico genuinamente feliz de que você tenha sentido-se assim ao ler o texto.
Mais uma vez, obrigada pela visita.
Um abraço.
Que texto absolutamente massa!!! *-*
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