sexta-feira, 26 de abril de 2013

Eu nunca vou mudar


Eu não quero dormir. É bom segurar firme que agora as coisas vão ficar selvagens na esquina da minha mente. Eu quero ligar o motor, e causar um apagão na cidade. Não existe meio-termo, nunca existiu. Eu vesti uma bela máscara, larguei meus modos antigos, pintei o rosto. Mas por dentro eu quero me rebelar, fugir. Largar essa cidade e esse país. Me perder sem intenção de me encontrar. Eu quero a água mais gelada em um dia de inverno. O pulo mais alto, o gosto mais ácido. Nunca nada vai ser entediante porque se você ouvir bem até o céu diz poemas de sangue, magia e amor durante a noite calada ou o sol excruciante. Se eu não puder ter o que eu quero, a meu bel prazer, bom, algum desastre vai acabar acontecendo.

Eu sonhei uma nação com minhas coisas preferidas na ordem que eu mais gosto. Eu sou egoísta, sim, sou o capricho do meu desejo, mas é seu o meu sentimento mais puro. Destilo a beleza de um amor correspondido para teu bem, meu bem querer... Destilo todo o melhor para ti, dessa minha essência de raposa inquieta, mas eu nunca vou mudar, não, eu nunca vou mudar...

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