domingo, 21 de abril de 2013
Doce barganha
Amanhece aqui novamente e como sempre eu não durmo.
Deitada nesse feixe de luz, meu olhar se desfaz em procura.
Em busca de ti, há tão pouco tempo nessa cama.
Em busca de sonhos, para te trazer para mais perto.
Em busca de palavras, para te mostrar com clareza.
Mas não tem jeito, não mais
Vendi meu talento pelo teu amor. A barganha mais linda que já me aconteceu.
Me tornei tosca, débil, repetitiva. Foi o que a cigana disse: Te tiro o gingado, te dou a vida.
Sou parte do todo agora, roubaram-me a tristeza. Em troca, me jogaram num mar dos furacões mais lindos da America Latina.
Todo dia é sufoco, todo dia é poesia. Não sei mais traduzir, meu vocabulário se esvai. E eu queria tanto registrar aquele sorriso extraordinário que só você faz.
Tento te escrever, criar danças de palavras. Uma hai kai, um poema. Uma frase ou o que o valha.
Mas o que apita no meu peito, é Eu te amo, eu te amo, eu te amo. As velhas palavrinhas que são o que se aproxima mais de dizer que te quero todos os dias do ano.
Que só você me dá a paz, que eu jamais achei que existia.
Que teu abraço me leva de carona para o País das Maravilhas.
A verdade é que eu não preciso mais escrever para procurar meu lugar no mundo.
Eu o achei bem aí, no meio desse abraço quente.
O encontrei no teu olhar, na tua barba, na tua mente.
No teu amor maravilhoso, que corresponde o meu ao todo.
Minha confusão diminuiu Minha tristeza se dissipou. Meu ceticismo, alguém aí viu? Acredito para sempre nesse amor.
Você, meu espírito de fogo, é a minha poesia viva.
Se não se importar, gostaria de te escrever
Milhões de beijos todos os dias.
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