sábado, 12 de maio de 2012

Uma tulipa para Jim Morrison

As pessoas estão sempre decaindo, elas estão sempre se sujando. Não é querendo ser negativa, mas me parece que do nascimento à morte vivemos um caminho de dor. O mundo é áspero e corrosivo. O ambiente em que nascemos é tóxico. Você é criança e tudo parece possível porque uma redoma de plástico é  construída ao seu redor, no intuito covarde de te proteger da realidade. Pintam um quadro colorido, surrealístico que se quebra em pedacinhos aos poucos, enquanto você vai adquirindo percepção própria. Cada um dos pedacinhos faz um ferimento, nos tornando mais ácidos, mais pesados. Não era para ser assim. Se nos explicassem desde o começo que existem coisas e coisas. Que podem ser boas ou ruins e que,  principalmente, a mesma coisa sempre pode ser boa ou ruim, dependendo do ângulo. Se ocorresse isso, talvez não seríamos tão feridos.
Almas fantásticas nascem e adoecem a todo dia. Gente que não aguenta o mundo. É assustador como o brilho do olhar das pessoas vai ficando cada vez mais opaco, com o decorrer dos anos. Guerras acontecem, injustiças acontecem, pessoas de coração superficial acontecem, mortes acontecem. Desde o momento em que nascemos, estamos morrendo. Como diria meu caro Régio, é o Paradoxo por excelência. Até as coisas boas que nos ocorrem trazem um quê de melancolia porque estão sempre sujeitas a perda. E o mais assustador é que parece que tudo que adiciona, remove um pouco também. Se é que há algum motivo nisso tudo, eu não compreendo. Mesmo que a doutrina Espírita esteja certa e estejamos evoluindo, como eu já acreditei um dia, bom... Espero que haja um bom motivo para tudo isso.
E não obstante tudo isso que eu disse já seja bem óbvio, hoje eu estou pensando muito em Jim Morrison e preciso dizer.


Até a próxima, leitores.


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