"Como é estranho ver você tão meu, dela."
Não é brincadeira a força de uma ideia. Eu estive pensando nisso. É engraçado como nossa mente é autocondicionadora. Supreendente o quanto podemos ser nossos próprios algozes, criando ideias e nos atendo a elas. Uma ideia é como uma daquelas máquinas de Matrix. Ela toma força própria se você a alimentar (tudo bem que eles não alimentavam as máquinas, mas...) e então ganha asas. Uma ideia é uma quimera. Nós as criamos, por diversos motivos, e depois, se deixarmos, elas passam a nos criar.
Nós temos mais poder sobre nosso próprio bem-estar do que imaginamos. Temos o poder das ideias, de modificá-las e alterar a "lente" pela qual as vemos. Mas o problema é que depois de criar raízes, é difícil arrancá-las. Uma ideia é muito aderente. E também contagiosa.
Ultimamente eu tenho brincado de mutar ideias, em ordem de sobreviver. Tive que passar a criar novos ângulos e lentes, senão, amigos, não ia dar. Tive que ver derrotas como escapes e perdas como janelas. O problema é que embora eu faça isso, como eu disse antes, uma ideia bem formada é resistente. E quando ela é alimentada por outros, então, ela ganha corpo. Fica fortinha.
Daí que mesmo quando eu me "livro" dessas ideias, de vez em quando elas voltam para me assaltar, durante o sono. Me pegam desprevinida, levam embora meu sono e tranquilidade. E de quebra ainda me dão um soco de lembranças e arrependimentos.
Eu não sou boa em lidar com o tempo, com erros e não sou boa em lidar com ideias. Paranóica como só eu, acredito fielmente nas minhas próprias criações. Sou fiel da minha própria religião. E que perigo é esse de ser crente em qualquer coisa.
Que perigo também é esse de se acostumar ao autocondicionamento. De aprender a mutar tudo que convém e fugir assim da "realidade"(?). Não sei do que tenho mais medo: De permanecer tão vulnerável ao mundo, ou de conseguir (finalmente) me tornar invulnerável.
Só sei que tenho medo.
Essa questão de se apegar a ideias acaba por transformar, por completo a vida de uma pessoa.
ResponderExcluirAs vezes, não se sabe se é melhor viver nessa metamorfose ambulante, como diria Raul, ou ter aquela velha opinião formada sobre tudo.
Acho que o equilíbrio entre as ideias/ideologias arraigadas (mas não eternas e imutáveis) e essa constante mudança é o necessário para se viver sem maiores percalços....
Concordo bastante com essa questão do equilíbrio, Moisés.
ResponderExcluirÉ importante manter a mente aberta, mas é necessário criar raízes
ideológicas em ordem de não se viver "flutuante" pelo mundo.
Um abraço! (: