segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Para não dizer que não falei do feeling.

Então preste atenção: Nunca amor, isso é bobagem. Eu ainda não encontrei um bom motivo para ingressar nisso porque apesar de tudo as porradas que a gente leva não satisfazem e os benefícios que nos acometem anestesiam uma parte muito intensa e viva e importante da gente e veja bem, você nunca pode ter um só foco porque isso te destrói e te limita. É conversa-fiada esse negócio de ter só um foco porque nenhuma ciência é una, todas se complementam, você sabe, e a menos que você esteja desprendido o suficiente de cada coisa para apreciar todas ao menos um pouco, você vai estar tão profundamente dentro que vai perder a sublime capacidade de ver de fora. Por isso que em dias assim em que o céu está magnífico eu imagino que talvez não tenha sido criada para amar, ao menos romanticamente e individualmente, como vocês falam, porque todas as vezes em que me enquadrei neste conceito estranho, morri mais que vivi e tentava fervorosamente me convencer de que estava viva. Uma vez tendo aceitado essa condição meio nômade meio cigana meio raposa eu finalmente me sinto amando de tudo um pouco do fundo do meu coração, esse órgão sangrento que é grande demais para caber em um só par de mãos.

2 comentários:

  1. gostei, esse ta meio poético, tipo, no fim dele deu pra ter uma imagem de uma pessoa perfeitamente, acho que de alguém que sente tudo e observa os outros sempre, sem querer viver aquilo e sem viver aquelas emoções mais fortes, mas ao mesmo tempo essa pessoa sente um pouco de cada todos os dias

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  2. Oi Kristal (: nao sei se vai lembrar de mim, eu fiz outro escafandro porque o outro estava problemático:

    http://escafandrodela.blogspot.com/

    entao, quais sao sua influencias de leitura? porque, pra escrever assim, voce deve ler umas coisas monstro super complicadas! hahaha
    desculpa aquele sumico, foi coisa tecnica mesmo
    beijos.

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