sexta-feira, 15 de julho de 2022

Um nó

Eu sinto um nó se formar e apertar em meu peito.
A distância entre as ações que devo tomar para satisfazer as expectativas das pessoas que amo e aquelas que satisfazem o meu ser alarga a rigidez de sua indissolibilidade.
Eu paro e penso. Olho esse horizonte de montanhas, nuvens e pássaros. Tento encontrar linhas, caminhos, lógica racional - tento compreender o quanto do meu sentimento é justo o quanto do dessas pessoas que é. Tento encontrar os caminhos certos e tocar as respostas adequadas à pergunta do "como agir".
Mas é tudo muito mutável, fluido e corrente. De acordo com a circunstância que destaco em minha mente, a resposta muda.
Do ponto de vista dela...
Do ponto de vista dele...
De acordo com os processos naturais...
De acordo com o que é mais importante...
De acordo com o que quero viver em minha vida...
De acordo com o que os magoa...
De acordo com o que me magoa...
A resposta muda, não há resposta.
Isso me frustra e enfurece.
Porque eu sei que eu saberei, depois, ela ficará clara. O tempo e a experiência iluminam com uma luz de simplicidade os dilemas do passado.
Mas ela ainda não chegou.
Então eu me contorço e estrangulo nesse nó.

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