Diluem-se num café como o teu, sem açúcar,
fragmentos de imagens à esmo, um sorriso cínico, uma conversa muda.
Tua postura blasè: Tédio, aquarela e bossa nova.
Olhar a multidão lá embaixo, uma palavra rude, tua mão que urge, teu timbre de prosa.
Um riso conciso, uma risada sádica, teu olhar contido, dedos em minha saia.
Chorei no banheiro com essa música. Tu suspirou de tédio.
Eu nunca seria tua. Tu nunca serias crédulo.
Tirastes teus óculos, bebestes um gole.
Tomei uma dose, segurei teu pescoço.
"Quero tirar as camadas do teu cinismo, Quero te ver só o osso."
Teus olhos brilharam diante do desafio:
Não encontraria nada,
Quando retirasse teu vazio.
"Por baixo disso tudo sou só um rapaz prosaico".
Tua voz é um assobio,
Teus cacos guardo em meu assoalho.
Juntei o que coletei de ti: Uma forma bonita quando vaporosa.
A verdade é que minha memória me trai, e teu fragmento já é lembrança rota.
Minha vontade também não é constante e não fossem tuas palavras meia boca,
Fosse tu mais tangível e puro, fosse teu rapaz prosaico,
Tinha perdido a graça teu desafio,
Eis a graça dos quadros inacabados.
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