"Apenas mais uma coisa para me fazer lembrar
de ti."
Ela olhou para baixo, sorrindo. Sentindo seu rosto
ficar mais quente e sabia que estava também ficando mais vermelho.
"Droga."
Isso não era nada comum antes.
Ela olhou para cima de soslaio, aqueles olhos de
noite serena sorrindo para ela.
Antigamente sabia exatamente o que fazer.
Ele aproximou-se e ela fechou os olhos, se
entregando.
Seus lábios macios combinavam com os dela como
nenhum outro jamais antes. Combinavam de tal modo e com tanto carinho, que
davam-lhe a cada toque, um verdadeiro primeiro beijo.
Seu cheiro inundava tudo ao redor dela, como uma
nuvem macia. Sua pele, o som de sua voz. Esse rapaz era um mundo inteiro, um
universo maravilhoso que ela descobriu por acaso.
Ela olhava seu rosto - poderia fazer isso por horas
- traçando caminhos em suas bochechas.
"Você está zombando de mim?"
Ela ria do absurdo.
Que ideia.
Ela estava apenas encantada, enfeitiçada,
apaixonada... Era assim estar apaixonada então, por alguém que só te fazia bem?
Todos esses pensamentos passavam em uma tempestade
de sensações em sua mente, não traduzidos em palavras - palavras ela tentaria
encontrar depois para contar-lhe o bem que ele lhe fazia.
Perto dele ela apenas sentia. Sentia uma sensação
tranquila e quente encher seu corpo de paz. Paz. Isso existia mesmo, residia
nessa pessoa incrível à sua frente.
Essa pessoa linda em todos os sentidos e que como
uma tempestade tinha chegado, fazendo todo o universo se dispersar à sua
presença.
Ele trazia consigo todos os lados de um amor.
Trazia a calmaria, a doçura de um beijo terno; A loucura dos excessos; E as
risadas de um melhor amigo.
Ele a fazia sentir completa.
Olhou de lado, tentando disfarçar como sua boca
involuntariamente tremia, sem controle. Sem saber lidar com tudo aquilo de
maneira racional. Sem saber distinguir sonho e realidade. Porque é isso que ele
era, uma nuvem de sonho.
De sonho e de coisas lindas, com suas cores
preferidas e a trilha sonora perfeita. Era o sonho doce que ela desejava às
pessoas na hora de dormir. Aquele sonho doce existia e ela o estava vivendo.
Que infinita sorte.
Que coincidência é o amor.
28.09.2014
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