Não te amo.
Amo pedaço extirpado de mim.
Que pensei ser-te
Como eu pude te enganar assim?
E ainda crerdes
Nesta ilusão de autoria minha,
O amor deveras
É uma canção fúnebre de violino
E minhas quimeras
Vão acompanhar-te para não dormir sozinho
Como janelas
Para um passado que nunca existiu.
Portanto, liberta-te.
Dou-te minha carta de alforria
Vais procurar-te
Nas curvas do espelho, e não mais nas minhas.
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