Olha, eu sinto tanto, eu sinto nada. Já faz tanto tempo que estamos olhando por essa janela de vidro e nada muda. Eu não posso atender expectativas, eu não posso estar sempre junto. Eu prometo me dedicar ao máximo quando estiver perto de vocês, mas eu simplesmente não posso estar muito perto.
De lá de onde eu vim, o mesmo ar por muito tempo é corrosivo. Eu tenho um jeito distante de gostar, que me garante não tê-los por garantia. Eu não preciso de nenhum de vocês e é por isso que mantemos laços tão bonitos ao longo do tempo.
Prometo não os cobrar nem os sufocar. Mantê-los imunes ao excesso de necessidade. Vocês parecem atraírem-se pela distância, vocês são criaturas curiosas.
Vocês tem que entender que a menos que eu mantenha essa distância: visitas que não acontecem, chamadas não atendidas, nada em mim pode durar. Vocês tem que acreditar que vou tirar o melhor de vocês quando os vir e não deixarei que em parte alguma sujem seus nomes. Vocês tem que perceber que minhas palavras são verdadeiras no momento em que eu as digo, embora mais tarde não possam ser porque eu mudo, como muda a correnteza e faço isso para mantê-los em um lugar saudável de meu coração.
Vocês tem que me soltar, meus benzinhos.
"Eu não preciso de nenhum de vocês e é por isso que mantemos laços tão bonitos ao longo do tempo." triste...
ResponderExcluirMas será que tudo isso é verdade?
(nota-se que eu nunca sei o que comentar, muito menos agora que to triste com esse balde de água fria)
Mas eu entendo o que você quer dizer!
ResponderExcluirSe não me engano, já conversamos sobre isso, né?
Não atender às ligações é cruel.
ResponderExcluirMas eu te compreendo, criatura curiosa. =)