terça-feira, 30 de novembro de 2010

We all want to be wild things

Eu não tenho culpa, nasci assim meio sem lar.
Nunca fui de ser levada, e sim de levar.
Mas como isso não pratico, (Perdeu-se algo, no espírito),
fico nesse impasse. Nem fico, nem vou. E aí, como foi?
Vez por outra alguém vem - Abraços cheios de correntes.
Não dá, não me aquieto. Essa vida de terceiras motivações não dá certo.
Vezenquando paro, espero. - Vai que há um lugar, que só falta o encontrar.
Não há, existo: E com essa existência, me basto e subsisto.
Espero que não se incomodem de eu tomar-lhes pequenas parcelas;
Delas me construo lar, moldo o que falta, ao faltar -
E fujo de suas gentis cancelas.

2 comentários:

  1. Ta, esse texto não é sobre amor XD
    quer dizer, é um pouco já que tem essa última frase, mas é mais sobre uma pessoa...

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  2. A última frase não tem nada a ver com o amor e não é sobre "uma pessoa" também oO, e quanto ao comentário passado, você sabe que escrevo de acordo com o que sinto. Se ando escrevendo mais sobre o "amor", é porque ando sentindo mais isso. Simples, não? x)

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