Não tenho muita coisa sob controle
Quando o inferno ferve nas linhas desconexas do pensamento
Quando sinto arder, anunciar ruptura
E a face parece um receptáculo desconectado e insuficiente
Não tenho o poder, não tenho o manejo
Do tempo, do outro, do ambiente
Da memória, da sensação, da minha mente
Tenho apenas, fracamente,
Minha ferramenta preferida
Elástica, modelável, dobrável e movediça
Minha impostora de feridas
Singela e insuficiente, mas que abre as frestas para a corrente de ar
E me dá
O pouco que preciso para respirar
Desafogar o sufoco
Desenhar em formatos precisos o grito rouco
Gultural e desconexo
Necessitando de tradução
Delineado em movimentos repetitivos das minhas mãos
Até chegar a cada enxerto
De conclusão rasa
Rima reutilizada
Uso vulgar de palavras.
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