sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Talvez fosse o caso de você procurar ajuda profissional

Às vezes eu me sinto tão triste que sinto um espaço vácuo pesando dentro de mim, se expandindo a medida que eu ando, falo, sorrio, faço minhas atividades. Quando eu me sento eu sinto que ele pesa e torna todo meu corpo muito pesado e tudo o que eu faço exige muito mais força do que o normal: falar, sorrir, me mexer, trabalhar. Quando me sinto assim, meu rosto fica um pouco dormente, como se eu tivesse passado muito tempo debaixo d'água, como se eu ainda estivesse lá. Parece que vai faltar ar a qualquer momento. Quando eu preciso ver pessoas, agir normalmente, conversar, essa tristeza fica em segundo plano guardada, quase como que observando o que eu faço, como uma visitante silenciosa. Ela fica em segundo plano à tudo o que eu faço e embora eu esteja pensando e fazendo outras coisas, estou absurdamente consciente dela todo o tempo. Quando eu não preciso sair e levá-la comigo nos ombros, e fico em casa, de pijamas, sem precisar olhar para ninguém, ela vira maior do que eu. Ela se senta em ambos os meus ombros e me abraça forte até pesar o suficiente para que eu precise me deitar porque não consigo carregá-la, preciso fechar os olhos porque ela me pesa as pálpebras. - Existem momentos nos quais eu sou viciada, nos quais eu esqueço essa tristeza. São momentos nos quais eu me sinto livre, leve e radiante. Mas na maioria deles Eu estou terrivelmente cansada De me sentir responsável pela felicidade de todo mundo E culpada por suas tristezas Uma carga que eu carrego Sem que ninguém tenha me pedido.

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