Ah, minha vaidade.
Não te arde como brasa?
E machuca sua garganta quando você engole essas palavras fáceis, estupidamente falseadas e tão superficiais quanto a futilidade que criticas?
A vaidade, sim, é uma delícia. Porque eu preciso me sentir especial. Assim como cada uma das pessoas que conheço.
O comum é ordinário, e por que isso haveria de ser pejorativo, minha criança?
Não é verdade que existe uma gentil tranquilidade em aceitar nossa pequenez?
É o gosto calmo da derrota, da falha em atingir o objetivo máximo e único que é ser pioneiro em TUDO,
E a gente ri disso e tece críticas afiladíssimas com conteúdo substantivo de literatura brasileira ou russa, mas no fundo a satisfação vem do salto: Eu já estive aí.
Ah, "CRIANÇA", eu já cresci.
E veja só, lá está você de novo.
Teia de tralhas,
Labirinto cansado,
Troféu de lixo
E uma doce sensação de vitória,
Que vai aos poucos te picar em pedacinhos.
Cara Kristal,
ResponderExcluirNão estou completamente certo de que leio os seus escritos no mesmo tom em que você os escreve, mas como poderia eu fazê-lo se não posso ver através dos seus sentimentos?
Apenas intuo emocionalmente, o que eu talvez devesse passar pelo crivo da minha intelectualidade, mas não confio na minha intelectualidade mais do que em minhas emoções.
Então ha algo que eu certamente perdi aqui, o que não chega a me entristecer,posto que o que eu inferi com meu sentir já me fez imensamente maior a partir da primeia linha.
Releio e me sinto ainda mais desejoso de ser o primogênito e unigênito de todas as coisas, anseio poder e grandeza e ao mesmo tempo, me recolho em caracol e sinto-me dolorosamente consciente de minha fragilidade.
Sobretudo diante do que eu senti, mas não entendi.