quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Quão rarefeito é o ar de cima de toda esta pedância? Ora, e eu não sei?!

Ah, minha vaidade.
Não te arde como brasa?
E machuca sua garganta quando você engole essas palavras fáceis, estupidamente falseadas e tão superficiais quanto a futilidade que criticas?
A vaidade, sim, é uma delícia. Porque eu preciso me sentir especial. Assim como cada uma das pessoas que conheço.
O comum é ordinário, e por que isso haveria de ser pejorativo, minha criança?
Não é verdade que existe uma gentil tranquilidade em aceitar nossa pequenez?
É o gosto calmo da derrota, da falha em atingir o objetivo máximo e único que é ser pioneiro em TUDO,
E a gente ri disso e tece críticas afiladíssimas com conteúdo substantivo de literatura brasileira ou russa, mas no fundo a satisfação vem do salto: Eu já estive aí.
Ah, "CRIANÇA", eu já cresci.
E veja só, lá está você de novo.
Teia de tralhas,
Labirinto cansado,
Troféu de lixo
E uma doce sensação de vitória,
Que vai aos poucos te picar em pedacinhos.

Um comentário:

  1. Cara Kristal,
    Não estou completamente certo de que leio os seus escritos no mesmo tom em que você os escreve, mas como poderia eu fazê-lo se não posso ver através dos seus sentimentos?
    Apenas intuo emocionalmente, o que eu talvez devesse passar pelo crivo da minha intelectualidade, mas não confio na minha intelectualidade mais do que em minhas emoções.
    Então ha algo que eu certamente perdi aqui, o que não chega a me entristecer,posto que o que eu inferi com meu sentir já me fez imensamente maior a partir da primeia linha.
    Releio e me sinto ainda mais desejoso de ser o primogênito e unigênito de todas as coisas, anseio poder e grandeza e ao mesmo tempo, me recolho em caracol e sinto-me dolorosamente consciente de minha fragilidade.
    Sobretudo diante do que eu senti, mas não entendi.

    ResponderExcluir