terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Sobre trocar farpas com seu gajo

O que ela queria da vida era ele.
Mas eita coisa de louco!
Abraço, chamego, grito, choro.
A chama sempre acesa às vezes pegava fogo.
Mas eles não conseguiam ficar longe um do outro.

Doía na pele e no peito um aperto de esmagar, a distância.
E mesmo em um dia difícil, depois de muita discordância
Só ficava a saudade, a vontade da pele, do olho, da manha.
Eles eram loucos um pelo outro, isso era visível até pra criança.

Numa hora chamego doido, na outra fúria em brasa.
Eles eram quentes como fogo, duas chamas que se completavam,
Mas iam aprendendo a acalmar-se pra ver se assim duravam
Umas três vidas todinhas, porque duas só não davam.

Ele era mais tranquilo, mas não pisasse no seu calo,
Ela tinha a língua ferina, mas seu dengo era todo pro seu gajo,
Eles se entendiam, embora se desentendessem sempre.
Mas iam aprendendo a se cuidar tão bem quanto o amor que sentem.

E uma coisa era certa, o que ela queria da vida era ele.
Seu tato, sorriso, sua mente. Seus abraços e os seus macetes.
Sem ele amor não rolava. E sem amor a vida não dava.
Então ia pegar toda sua raiva e transformar em mil beijos nele.

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