domingo, 27 de julho de 2014

Yesterday i had a dream

Yesterday i had a dream
He had big bright eyes and angelical laugh
I woke up in the dust, counting grasshoppers, tossing stars.
Everyday is a wrap, continuous joke that never ceases to happen.
I long for this answer, and why not, for its question too.
I long for the end of a poem, for the meaning of snow, for four easy words.
Yesterday i had a dream,
Yes i came back there.
I searched for you in the dark, hoping to see those two blue stars.
Realizing we could have been lovers in another world, an alternative space and time.
And I longed for the nonexisting, i longed for my undreamt dreams.
Yesterday i saw you, with an unbelievably amazing laugh.
You called my name in the dark. I promptly flew to your arms.
My dreams always hug me. They kiss me in the forehead through your sweet lips.
Through these lips i never touched. They smell like rain and grass.
They whisper secrets in my ears. They amuse me.
I grab these ghosts with all my aim.
Semi-precious already wasted and everyday-thinner aim.

Yesterday i saw your eyes, the rain, the snow, the stars, your foosteps.
Everything that isn't next to me now. Everything i miss.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

That appealing self

Levante-se com sangue dentro da boca e sorria aquele riso maníaco,
mostrando os dentes tingidos de vermelho líquido.
Pegue um novo tolo, uma nova aposta.
Acho que você sabe do ódio, acho que você conhece a maldade.
É uma música nos seus ouvidos quando acelera e segura o volante.
Você tem um novo plano? Tem uma nova brincadeira?
Escuta uns insultos e leva socos no estômago.
Em seguida rola no chão, sem controlar as risadas.
O que você pode tirar de quem nada tem?
Com que demônios você aterroriza o próprio demônio?
Mesmo quando ele te olha com doce empatia,
Sorri palavras amigáveis e desperta sua condescendência,
Com um carisma inabalável.
Te comovendo com seu passado tenebroso,
Te encarando com seriedade...
Como você sabe que por dentro ele não está sorrindo,
em uma risada eterna que é a vida.
Se você fechar os olhos agora pode ouvir o som estridente e agudo, sangrando seus ouvidos.
Sangrando seus tímpanos
Sangrando a garganta de quem ri.
E pensar que no primeiro momento pareceu um som angelical...

quarta-feira, 9 de julho de 2014

As coisas

Parece um sonho...
Uma brisa leve,
uma folha seca.
Mas são só marcas antigas, encrustando em sua pele
Infeccionando as feridas.
Parece um gosto amargo na boca,
Uma ressaca de substâncias que não ingeri.

Ando por aí nessas ruas cor de cinza,
Moças se empertigam, vulgares,
Como eu uma revista de mau gosto.
Homens arrotam fragilidade
Em forma de estupidez e violência.
Em tempos assim modernos,
Tudo é banal.
Vejo estranhos trocando insultos disfarçados de sorrisos,
Nominando-se de "amigos".
Vejo uma competição insana e cansativa, buscando-se ostentar títulos diversos.
Vejo maquiagens diversas, de várias espécies.
Mas por trás de tudo isso,
Vejo o medo.
O medo é onipresente.

Ele deriva do ciclo eterno de machucar-se e machucar.
Ele nasceu na infância, desenvolveu-se no mesmo ritmo de seus hospedeiros, e na fase adulta tornou-se crueldade.
A fraqueza é perigosa, ela tende a buscar enfraquecer quem está à sua volta...
Na vã ilusão de fortalecer-se.
Mas isso nunca acaba,
não é?

Existe um gosto um pouco doce na derrota,
na incapacidade.
Uma liberdade tranquila em aceitar a própria imperfeição.
Por que não?

No entanto, no lugar dessa doce tranquilidade,
Temos essa legião de crianças crescidas,
Incapazes de lidar com suas próprias feridas,
Acostumadas a pequenas decepções.
Tornando-se cada vez mais ariscas.

Hoje em dia esse mundo é um pouco sombrio
por causa de todas as solidões.
Então as pessoas, como as plantas, murcham aos poucos,
ao passo que envelhecem.
E vão ficando tão frágeis,
que passam a reagir mal à beleza.
Se desacostumam.

No nosso mundo,
hoje em dia.
As pessoas se emocionam com elogios,
elas ficam sem jeito,
e geralmente elas choram.
Porque já não é muito comum.
Será que um dia já foi?

Elas se transformam em crianças quando alguém as elogia,
Mas já se acostumaram com críticas.

Elas ficam sem jeito com olhares,
mas se acostumam com abraços rápidos.

Quanto mais escuridão a gente recebe,
Mais a gente transmite.
Mais a gente se encolhe.

Ah meu Deus!
Que me coração conhecesse
Essas coisas que minha razão entendeu!