sábado, 27 de julho de 2013

Balada feroz

Tiro o gosto do teu rosto
Minha aposta, meu oposto.
Está frio aqui, minha criatura da noite.
Não tenho aroma de rosas, de baunilha ou morango.
Não sou uma das boas meninas. Te convido pro meu tango.
Sinto a distância na língua, te percorro em pensamento.
Toco o ar à minha frente, tua pele no meu vento.
Quero me enrolar em ti. Garoto-fauno, meu tesouro.
Eu vou te roubar pra mim. De amanhã ao tempo todo.
Não é saudável, eu sei. Quero te aplicar o meu veneno.
Fazer de ti meu amante, meu terreno e hospedeiro.
Quero te beijar na madrugada. Eu e você somos noturnos.
E me perder com você, no mais sinistro dos escuros.
Não existe amor infinito pouco,
Por isso te quero com todas minhas células.
Não quero só o límpido. Quero o confuso e as sequelas.
Minha paixão por você; é um espiral multidimensional
Você me ama também?
Desse jeito assim,
meio animal?