quinta-feira, 8 de julho de 2010

Esse definitivamente não foi feito para ser bonito ou bem escrito ou bem rimado ou sequer lido (masfazeroquê.) - Hoje.

Não me leve a mal, não me leve a bem.
Eu queria conversar com você em pura substância. Veja bem, eu tenho andado confundido direto as pessoas com você.
Só nos últimos dias tempos vidas é que venho percebendo "Está errado, você é eu mesma, que clichê.".
Eu queria uma conversa clara sobre todas as coisas obscuras a nós
Acho que eventualmente, as pessoas de olhos abertos chegam a um ponto, sabe
Em que seus olhos ficam diferentes porque começam a perceber não que a vida é diferente, mas sim que ela "é".
Começam a percebem que a vida é bem ferrada e bem maior, e bem detalhes e bem lugares e que as pessoas são bem detalhes e bem lugares.
E os relacionamentos são bem mais uma pessoa se relacionando consigo mesma através de outra do que uma coisa recíproca.
E olha, meu amigo, que loucura: A galera toda chorando toda gritando por atenção e amor com o corpo com as armas com maldade com o sexo. E ao mesmo tempo a galera toda chutando e rasgando e cuspindo e pisando no coração e rosto e lágrima e fragilidade do próximo.
E daí fulano olha para mim, assim, para mim, essa que já perdeu toda a energia e já morreu várias vezes, e que quase toda semana morre e que escreve quase sem força nos dedos esse texto inútil - fulano (ele, ela, você, qualquer um) olha pra mim e diz:
-Eita menina. Tu que tem casa comida estudo familia amigos amor cérebro os cambal tá aí reclamando de quê?
De quê...(insere aqui ou risos ou um palavrão ou um grito de agonia, mas pensando bem somente aquele silêncio de antecipação.)
-Ah, esquece.