segunda-feira, 15 de março de 2010

Sobre a rejeição - 2010

Eu quero me livrar de tudo que possa vir a me machucar
Que frase idiota, que atitude medrosa
Mas é verdade, quero me tornar indiferente a todos que a mim o são.
Quero fugir para um recipiente onde só predomine a afeição.
Minha frieza é tão transparente, e tão frágil a friezas alheias
A solidão me é tão inerente, que já tornou-se minha companheira.
Escrever está se tornando tão fácil porque só isso me protege do aço
Irrefutavelmente cruel, que é o desafeto alheio e o descaso.
Ainda me deixo ser ferida por pequenas palavras agressivas
Ainda me deixo fraquejar ante a indiferença de um olhar
Queria ser indiferente, ser alheia a toda essa gente
Não ter do que depender, fora a ternura do meu próprio saber.
Não sentir a rejeição; Se expandir do tamanho de uma nação.
Quero ser firme e forte. Quero sustentar esse porte
Em que tantos que me desferem golpes
Insistem em acreditar.

terça-feira, 9 de março de 2010

Quotes que construíram.

'-É claro que está acontecendo dentro de sua cabeça,
mas por que diabos isso deveria significar que não é real?' - HP.


'A única pessoa a quem você deve satisfações é você mesmo.
Uma vez que você perceber isso, estará livre.' - Othelo.


'Todas as coisas terríveis que fazemos parecem de algum
modo fazer sentido em nossa cabeça. Eu nunca conheci alguém
que se achasse mau.' - O talentoso Ripley.


'Feche um mundo. ABRA O PRÓXIMO!'

Sobre uma garota, começo de 2009

Esse é um texto sobre uma garota, outra garota...e estou começando a achá-las muito complicadas.
Medo, rejeição e carência...Nada fora do comum, mas está me irritando.
Justificativas para seus atos. Falhos, tactos. E isso tudo já está me cansando.
Mas eu queria, eu queria...como dizer? Que você fosse qualquer coisa de especial.
Mas você só fica me provando, tentando, a te aceitar como habitual.
Mas você não me faria, ou diria...qualquer coisa para me provar...
Me dê algo diferente! De toda essa nauseante gente,
Qualquer luz no teu olhar!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Sobre o pseudo-hedonismo - 2010

Nada me encanta mais
Do que a incerteza que o acaso me traz
Nada poderia suprir
O prazer de não saber o que vir
Meu coração é selvagem e concorda com minha mente
Meu amor é pelo desastre, minha liberdade é diferente.
Nunca precisei de alguém
Mais do que precisei de chocolate
Nunca fiz de ninguém
Razão da minha tranquilidade
Possuo quem eu amo em segredo
Não preciso revelar os meus medos
Doso minha dose com base no que almejo
Canso quando recebem demais,
Quando começa o irritante apelo.

Ainda há de nascer
Aquele que me fará hesitar
Minha inescrupulosidade me dá
Um motivo para continuar
Talvez esse seja o significado
Do verdadeiro Hedonismo
Nada tenho que não queira, Nada do que quero eu preciso

Baladinha de fim de março - 2009

O celular sem bateria ao lado, e você aqui.
E desculpe se eu não sou tão poética ou filosófica,
mas hoje o céu está bem azul, e as nuvens bem claras,
e eu decidi que isso merecia um texto. Você, quero dizer.

Você faz bico e levanta a sobrancelha,
como uma criança presunçosa, exigindo atenção
e eu podia ignorar, e deixar isso passar,
mas eu também decidi que aqui,
onde podemos ver o céu através das nuvens,
é um bom lugar.

você trouxe uma música e falou de um poema
"o poeta fingidor", você citou, e eu vi seus olhos espelhados,
a procurar, em pesquisa muda, reações para suas atos
e aí eu pensei que sim, eu poderia até te ignorar,
mas sem chance de deixar isso passar.

e então eu me vi em frente ao espelho,
e a voz veio baixinha, recriminadora,
"quando você ficou tão vulnerável, sua perdedora?"
não admira que você se surpreendeu, ao saber que era o vermelho...
esquece, eu queria mesmo era uma liga de cabelo.

mas então eu percebi que mesmo que eu deixasse ou perdesse
a criança presunçosa já deixou em tudo sua marca
para que de jeito nenhum eu a esquecesse
no céu, nas árvores
na insônia, no olhar
na cadeira, sua imagem...
apaixonante ao apaixonar.

Sobre uma noite de chuva mucho louca. - 2010

Nós temos o hábito de associar o céu, a lua, as nuvens, o sol, e etc, a nossos inferninhos particulares. Esta noite foi só mais uma noite de associação enquanto a chuva socava o tecido da minha janela e minhas mãos se fechavam sobre a areia de seu vidro.

Os anos me fizeram fria. Os anos me fizeram quente. Todo dia eu me repito que ter bondade é ter coragem, mas todo dia eu firo loucamente. Todo dia meu silêncio é selvagem.

Eu queria um sorriso sem cinismo. Eu queria um abraço que não me escorresse ácido. Eu queria nuvens que não forçassem densidade. Eu queria um sol que não derretesse minha sensibilidade. Eu queria paz, amor e empatia. Eu queria uma colherada grátis de pura alegria. Mas mesmo que essas sejam as minhas palavras, meu corpo me trai em angústia, minha mente em selvageria, meu coração me afoga todo santo dia.

Sobre os poetas e o vazio - 2009

Eu jamais serei amável, jamais serei verdadeira.
Eu jamais serei confiável e boa, jamais serei entregue.
Porque é dentro de mim que está tudo que eu preciso,
No entanto, nada disso nunca esteve, ou está agora, comigo.
Todas as minhas lembranças vem de um lugar mais ou menos distante

Cansei dos falsos poetas, e dos verdadeiros também.
Que mal tem os malandros, os malditos?
Cansei dos idealistas, cansei dos ativistas
Cansei da corja hipócrita e também da com boa intenções

Vocês vem procurar dentro de mim, subsídio para minhas palavras
uma proposta melhor..anterior? desculpe, nada disso possuo
o que tenho é um buraco negro, cético, conformado, real
que vai tragar todas suas boêmias ilusões,
patetas da nova geração.

Eu entrei em mim, e lá só encontrei coisas ruins.
eu procuro uma síntese final...para essa dialética inútil.
está tudo perdido, por que ninguém mais entende isso?

Sobre algum momento emo, começo de 2009.

Mas eu não sei de nada. E o pouco do que eu não sabia já se perdeu.
E nada existe, meu caro. Acostume-se a essa eterna terra de ninguém, acostume-se ao
infinito breu.

(Ela não podia engolir aquela pavorosa noite que era mais pesada que ela, que
era mais pesada que tudo.
Ela não podia engolir mais daquele líquido escuro, ela não podia se drogar com a
ilusão deprimente que o espelho lhe mostrava, por Deus, ela não podia mais sequer
se chamar de gente!!)