segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Sobre a menina. - 2008

Esse último embate foi mais do que esperado.
Estavam todos torcendo, falando bobagens
Deus, vocês não eram tão, mas tão ligados?
Risos, foi ela que entendeu errado .

Ah, esses lábios juvenis
Despejam lágrimas, forçam beijos
Mas não quando as luzes apagam
Ficamos sempre calados.

É como um choro raivoso
Que se abafa entre lençóis molhados
E que se confunde com uma ou outra
Cicatriz deixada de lado

Ninguém sabe o que causou isso, no final
"Que barbaridade fez a tal menina"
De qualquer jeito você não pode culpá-la
Ela estava só se sentindo sozinha

Ah, esses teus olhos juvenis
Tão incapazes de esconder a verdade!
Tempestades de ódio, chamas de paixão
E depois tudo é levado como num furacão.
Do que se pode culpar um jovem, afinal?